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Fazenda de girassóis no sul do Estado. Foto: Cleomar Nascimento.

Goiás está entre as dez maiores economias brasileiras. Seu PIB de R$ 75,275 bilhões representa 2,48% do PIB nacional e a renda per capita registrada é de R$ 12.979. Números que podem ainda parecer pequenos se comparados a outros estados industrialmente mais ativos, mas que, no entanto, representam crescimento superior à média brasileira. Nos últimos dez anos a economia goiana tem se diversificado de tal maneira que foi registrado salto de 56,42%, superior à média nacional de 42,85% no mesmo período.

O setor de serviços ainda é predominante no Estado, representado por 60,95% da produção de riquezas. Incluem-se aí o comércio, tanto varejista como atacadista, além das atividades imobiliárias – em alta com a expansão vertical registrada na capital, Goiânia. O setor industrial, por outro lado, participa do PIB goiano em 26,21%, enquanto o agropecuário, de grande importância para a economia de Goiás, aparece com 12,84%.

O agronegócio, por sinal, tem peso de destaque no cenário goiano, por subsidiar grande parte da agroindústria no Estado, em especial no mercado de carnes, derivados do leite e de soja, molhos e condimentos, além da produção sucroalcooleira. O Estado é o quarto produtor nacional de grãos, com produção de 13,6 milhões de toneladas, algo como 9% da produção do país, diversificada em itens como soja, algodão, sorgo, milho, cana-de-açúcar, feijão, tomate, entre outros. A pecuária, por outro lado, posiciona o Estado entre os maiores produtores do país. Destaque para o rebanho bovino, 4º no ranking brasileiro. A avicultura também é destaque com a instalação de grandes aviários, e incremento do efetivo em 34,5% nos últimos cinco anos.


Produção agrícola 2010. Fonte: IBGE - Sepin-Segplan.

Indústria e comércios pujantes

A indústria goiana também se encontra em um momento ímpar, com a expansão da produção industrial e a atração de novos investimentos para o Estado. O setor de químicos, segundo levantamento do IBGE, puxado pela maior produção de medicamentos tem sido determinante nesse caso. Além disso, há o registro significativo do aumento da produção de etanol, segundo a demanda da produção de carros flex no país, que tem levado o Estado diretamente ao ranking produtor nacional como um dos líderes no segmento. Em 2010 foram 2,9 bilhões de litros de combustível produzidos e 1,8 milhão de toneladas de açúcar em contrapartida. Paralelo a isso, a recuperação do segmento de alimentos e bebidas tem representado bons rendimentos, agregando à geração de empregos da indústria de transformação.

A geração de empregos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, merece destaque, também, uma vez que entre janeiro e julho de 2011 foram gerados 83.801 novas colocações com registro na carteira. Foi a melhor de toda a média histórica do Caged para o período, representando um acréscimo de 8,34% em relação ao mesmo período do ano anterior e o segundo maior crescimento do país, atrás apenas do Estado do Amazonas (8,77%), sendo que o acréscimo nacional foi de apenas 4,43%.

O reflexo direto disso é a melhoria significativa da renda da população, que tem a sua disposição maior crédito, fator determinante nas decisões de consumo. O mercado em contrapartida se torna mais dinâmico, em virtude do efeito multiplicador do capital sobre a economia. Neste quadro, o comércio varejista goiano cresce junto à economia, sendo registrado, inclusive, crescimento acima da média nacional. Destaque para o desempenho dos setores de livros, jornais, revistas e papelaria, tecidos e vestuário, além do crescimento do segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo.

Atividades industriais 2002-2008. Fonte: IBGE - Sepin-Segplan.